Militares russos tomaram o Parlamento e, algumas semanas depois, a Rússia promoveu um referendo que anexou a província à Federação Russa. De acordo com o Kremlin, o líder russo concordou com a ‘ampliação do nível de enviados’ nas negociações de paz, em ligação com Trump. Antes da primeira onda de expulsão sob Catarina, a Grande, a czarina russa de origem alemã que governou entre 1762 e 1796, os tártaros representavam cerca de 95% da população da Crimeia. O fim da União Soviética se deu em setembro de 1991 com o acordo de Minsk assinado pela Rússia, Ucrânia e Bielorussia, criando a Comunidade… A Rússia, no entanto, reconheceu a Crimeia como território russo um dia após resultado do referendo. A comunidade internacional via o referendo com resultado suspeito, levantando a hipótese de que teria sido manipulado. Uma pesquisa realizada na região, entretanto, revelou que apenas 42% da população seria favorável a decisão que ganhou nas urnas.
A terceira e última região, localizada ao leste, é caracterizada por montanhas, as montanhas da Crimeia, onde ficam, portanto, os terrenos mais elevados da península. A segunda região corresponde ao estreito de Kerch, formada por colinas. A Crimeia é uma península localizada no Leste Europeu, cercada pelas águas dos mares Negro e de Azov. Antes de receber a denominação atual, a Crimeia era chamada de Taurica pelos gregos e também pelos romanos na Antiguidade. Ela foi anexada pela Rússia em 2014, gerando uma profunda crise na região que se estende até o presente. A identificação cultural é uma das justificativas do acordo assinado para a anexação da Crimeia, tendo em vista que grande parte da população da península é de origem russa.
As tropas do Eixo, sob o comando da Alemanha nazista, sofreram graves perdas no verão de 1941, à medida que tentavam avançar pelas águas estreitas do istmo de Perekop, que liga a Crimeia ao continente. Em 18 de outubro de 1921 a República Socialista Soviética Autônoma da Crimeia (RSSAC) foi criada como parte da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, que se tornou então parte da União Soviética. Em 1769, naquela que é considerada a última incursão tártara, ocorrida durante a Guerra Russo-Turca, cerca de 20 mil pessoas foram escravizadas. Cerca de dois milhões de escravos oriundos da Rússia e da Ucrânia foram vendidos durante o período que foi de 1500 a 1700. Colonos gregos habitavam inúmeras colônias ao longo do litoral da península, mais especificamente a cidade de Quersoneso, atual Sebastopol. As regiões do interior eram habitadas pelos citas, enquanto a costa montanhosa meridional pelos tauros, um ramo dos curios. Heródoto também se refere a uma região vizinha chamada Cremni que significaria "Penhascos", e poderia se referir à península da Crimeia, célebre pelos penhascos em seu litoral, que contrastam com o resto da costa norte do mar Negro, geralmente plana.
Os tártaros estabeleceram o Canato da Crimeia no oeste da península durante o século XV, embora os períodos subsequentes tenham sido marcados pelo domínio do Império Otomano. A questão da Crimeia é a disputa geopolítica travada entre Ucrânia e Rússia pelo domínio da Crimeia, península localizada na região do mar Negro, no Leste Europeu. A anexação segue não sendo reconhecida por Kiev e nem pela comunidade internacional. A questão atual da Crimeia decorre das consequências do aprofundamento da crise na Ucrânia, que levou à anexação deste território pela Rússia em 2014. Após a queda da União Soviética, muitos tártaros da Crimeia começaram a voltar para a região.
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Segundo censo realizado em 2001, mais de 60% da população se considerava russa, enquanto cerca de 25% se identificavam como ucranianos. O território da Crimeia já mudou de mãos algumas vezes ao longo da história, mas se tornou parte do Império Russo em 1783, após vitória militar sobre o Império Otomano. Sob esse pretexto, as suas tropas invadiram os principados otomanos do Rio Danúbio (Moldávia e Valáquia, na atual Romênia). Desde o fim do século XVIII, os russos tentavam aumentar a sua influência na península dos Balcãs, região entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo muito em parte pelo enfraquecimento Otomano. A Crimeia é uma república autônoma que foi anexada pela Federação Russa no ano de 2014 mediante a aprovação do Parlamento, passando, portanto, a integrar o território russo. As águas da região, além disso, são quentes e proporcionam a navegação, servindo aos propósitos militares e de proteção da região.
Nos últimos dias, com a reunião entre Trump e Putin no Alasca e a visita nesta semana de Zelenski à Casa Branca, foi confirmado que o presidente russo colocou como condição para o fim da guerra que a Ucrânia ceda os territórios já ocupados por suas tropas no sul e no leste do país, o que inclui a Crimeia. Mas os ucranianos consideram essa data como o início da invasão em larga escala, já que, desde 2014, a Rússia já tinha anexado a península da Crimeia e travava um conflito de baixa intensidade no leste do país. Com o colapso da URSS em 1991, a península foi mantida como parte da Ucrânia, como uma república autônoma dentro do país, algo que Putin considera ter sido um erro. A Crimeia foi anexada pelo Império Russo em 1783, por Catarina, a Grande, que tomou a região do Império Otomano. A ponte foi vital para promover a invasão em larga escala da Ucrânia depois de fevereiro de 2022, fornecendo caminho rápido e fácil de abastecimento de suas tropas na Ucrânia.
Século Xxi
Em muitas dessas áreas, há um registro material da presença grega na região, que são as ruínas de suas antigas edificações. Os anos subsequentes foram marcados pela chegada de outras populações até a região, destacando-se a presença dos gregos entre os séculos V e IV a.C. Nesse período, o fluxo de turistas variava entre cinco e seis milhões de pessoas ao ano, o triplo da sua população. O Produto Interno Bruto (PIB) da Crimeia é estimado em cerca de sete bilhões de dólares. Os ucranianos representavam 24%, enquanto os tártaros correspondiam a 10,2% dos habitantes da Crimeia. O principal curso d’água que corre exclusivamente pela Crimeia é o rio Salhyr, que percorre 204 km até desaguar na região do Syvash. Uma parte do abastecimento hídrico do oeste, região mais seca da Crimeia, é realizada pela condução das águas do rio Dniepre armazenadas no reservatório de Kakhovka.
O interesse se dava pelo fato de a região estar às margens do Mar Negro. A Rússia, no entanto, flertava com o fato de adquirir novamente a região da Crimeia. O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares seria a garantia de independência da região. No acordo, inclusive, o governo ucraniano abriu mão de seu arsenal nuclear, o terceiro maior do mundo. O temor com a situação das tensões que ali existiam apavoravam os ucranianos. O trabalho de conter a efusiva nação era da Ucrânia, enquanto as crises eram contornadas através de acordos com o governo russo. A autonomia da região, entretanto, só foi restaurada em 1991, último ano da URSS e o término da Guerra Fria. A Crimeia é uma península que pertence à Ucrância, atualmente.
Destaca-se que alguns anos antes, Viktor Yanukovich e Vladimir Putin, presidente russo, assinaram um acordo pela permanência da base naval de Sevastopol sob o domínio da Rússia. Cabe destacar que a população da Crimeia é majoritariamente russa (cerca de 60% do total de habitantes), além de haver uma estreita relação histórica e étnico-cultural entre esses territórios. À época, estavam em andamento negociações para que a Ucrânia formalizasse um acordo de livre-comércio com a União Europeia, estreitando assim os laços do país com o bloco econômico. Entretanto, ela foi incorporada novamente à Rússia e, mais tarde, à União Soviética como uma república autônoma, adotando, em 1921, a denominação de República Autônoma Socialista Soviética da Crimeia. A Crimeia foi declarada uma nação independente por um breve período, algo que decorreu do fim do Império Russo em 1917. Atualmente, a Frota do Mar Negro, como é denominada essa unidade estratégica de defesa da marinha russa, pode ser apontada como um dos motivos que fez escalar a tensão entre Ucrânia e Rússia pelo domínio da região. No século XVIII, a expansão do território da Rússia fez surgir uma série de conflitos entre turcos e russos que se davam pelo controle do mar Negro e, por conseguinte, da península da Crimeia.
O historiador grego Heródoto relata a origem lendária do nome; segundo ele, o célebre herói Héracles teria arado a terra da região utilizando um imenso touro (Taurus). O nome Crimeia provém do nome da cidade de Qırım (atual Stary Krym), que servia como capital da província da Crimeia durante o domínio da Horda Dourada. A maior parte da comunidade internacional (exceto Zimbábue, Venezuela, Síria, Nicarágua, Sudão, Bielorrússia, Armênia, Coreia do Norte e Bolívia) não reconhece a anexação e considera a Crimeia um território ucraniano sob ocupação russa. A península está localizada ao sul da região ucraniana de Kherson e a oeste da região russa de Cubã. O censo da Ucrânia de 2001 mostrou que cerca de 58% eram de etnia russa, 24% de etnia ucraniana e 12% de tártaros. Um acordo conhecido como Iniciativa de Grãos do Mar Negro foi firmado em julho de 2022 para permitir a passagem segura de certos portos, mas posteriormente fracassou.
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